[RP FECHADA] A Familiar Face / 26/05/2016

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[RP FECHADA] A Familiar Face / 26/05/2016

Mensagem por Erik Krauss em Qua Maio 25, 2016 9:49 pm

— a familiar face
A postagem é iniciada por Erik Krauss e Hazel Calizaire Ziegler. Estando então, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 26/05/2016, às 20h30, Krauss Ap.. O conteúdo é LIVRE. A postagem está EM ANDAMENTO.
— exilium rpg
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Re: [RP FECHADA] A Familiar Face / 26/05/2016

Mensagem por Hazel Calizaire Ziegler em Qui Maio 26, 2016 1:11 pm


Family?

.:Noite passada:.
Puxei o freio de mão e o carro parou instantaneamente. Olhei a foto que tinha em mãos da casa que vivi a alguns anos atrás e fixei meu olhar na casa que estava bem em minha frente, meu corpo estremeceu. Respirei fundo e abri a porta, tirei a chave da ignição e peguei a bolsa que ocupava a vaga do banco do carona, ao meu lado. Sai do carro e fechei a porta do mesmo. Haviam alguns sinais de abandono na casa, mas ao mesmo tempo parecia estar em quase perfeito estado apesar de anos sozinha. Subi os degraus que me levavam até a varanda e olhei a minha volta, tudo parecia tão quieto. Abri o bolso da lateral da mochila e retirei uma chave da mesma, tornei a fecha-lo e dei mais um passo a frente, me aproximando da porta. Engoli a seco e virei a chave na fechadura, girei a maçaneta e senti um cheiro de velharia inundar minhas narinas. Recuei soltando inúmeras tosses e balancei a cabeça, tentando me recompor daquela onda de poeira. Retirei a chave da fechadura e adentrei a casa, fechei a porta atrás de mim e pressionei o botão do interruptor que havia logo ao lado da porta. A luz piscou inúmeras vezes antes de acender de vez.

Fiquei um instante analisando cada móvel, cada espaço daquela sala. Senti lágrimas inundares meus olhos ao ter recordações vagas de meus pais, mas não permiti que elas descessem. Respirei fundo e balancei a cabeça. Joguei a mochila por cima do sofá e me direcionei as escadarias, subi os degraus de uma forma tão ágil, era como se aquilo já fosse um hábito, o que é estranho depois de tanto tempo. Abri a porta que pertencia ao quarto dos meus pais e adentrei. Senti minha garganta arranhar devido a mais lembranças, mas eu não tinha tempo para isso. Eu havia prometido a mim mesma que descobriria o motivo da morte deles e se realmente fosse como eu via em sonhos eu os vingaria até meu último suspiro e a última gota do meu sangue. Cruzei o quarto rapidamente e abri as portas do armário. Vasculhei atrás das roupas e não achei nada, abri todas as gavetas e joguei tudo que estava ali para o lado de fora e não obtive sucesso. Andei até a cama e levantei o colchão, só haviam algumas sacolas e pedaços de reportagens antigas dos jornais, talvez aquilo me pudesse ser útil. Peguei as reportagens e as deixei por cima do móvel, ao lado da tv que havia no quarto. Eu estava disposta a virar aquela casa do avesso e assim eu fiz.

.:Hoje:.
Eu me encontrava jogada no sofá, literalmente, provavelmente o sono me pegou desprevenida. Haviam algumas pastas de documentos espalhadas pelo chão e uma série de papeis espalhados pelas poltronas e por cima de mim. — Não! Eu não... — Berrei ao escutar um barulho e acordar no susto. Encarei a mochila ao começar a me familiarizar com som e bocejei coçando os olhos. Meu celular estava tocando, provavelmente era minha vó. Me sentei, fazendo com que os papeis que estavam espalhados pelo meu tronco caíssem ao chão e ao me levantar todos tiveram o mesmo fim. Abri a mochila e retirei meu celular de dentro da mesma e atendi a ligação. — Bença vó. Chegue bem sim, como a senhora está? — Era bom ouvir a voz dela e tentava segurar os risos devido o tom de desespero na voz dela. Havia prometido ligar ontem, mas devido a situação acabei esquecendo. Enquanto a ouvia segui até a cozinha e abri a geladeira, não havia nada de bom para se comer. Não era de se esperar outra coisa, ninguém vivia ali a tempos. — Tudo bem, me desculpe. Eu prometo mante.. — Minha voz falhou ao fechar a geladeira e ver uma foto pendurada no topo da mesma, estava presa a um imã. Estava eu, ainda muito pequena, meu pai, minha mãe e havia uma quarta pessoa. — Vó, preciso desligar. Depois eu te ligo, tudo bem? Se cuida. — Desliguei o telefone e o coloquei no bolso de trás do meu jeans. Peguei a foto e a encarei por alguns segundos.

Me peguei já retornando as pressas para a sala e jogando algumas folhas amareladas, devido ao tempo, para o alto em busca de um documento que havia me chamado atenção. Era uma carta, na verdade metade de uma. Parecia que havia sido rasgada ou consumida pelos cupins, várias eram as possibilidades. Ergui o papel e li as últimas palavras: ''Para o melhor dos irmãos, talvez por que seja o único, eu te amo..." Virei a foto e encontrei os mesmos dizeres, provavelmente eram para estar juntos se a carta tivesse chego ao seu destino, havia até a mesma data. Só que a foto me fornecia uma informação a mais, o nome do indivíduo. Irmão. Ele era meu tio? E se estivesse vivo? Talvez ele pudesse ser a solução dos meus problemas, mas como nunca buscou saber de mim? —Dane-se. Eu preciso saber. — Calei meus pensamentos e puxei a mochila para perto de mim, retirei o casaco de dentro da mesma e o joguei no chão, peguei o notebook que estava no fundo e o abri. Fiquei tamborilando meus dedos no sofá de uma forma ansiosa e agoniada por ter de espera-lo ligar. — Erik Krauss. — Digitei no google e não obtive um resultado muito eficiente. Abri uma rede social fake que eu tinha e digitei o mesmo nome, mas não obtive sucesso. — Como achar pessoas da mesma cidade.. — Repetia as palavras que digitava. Cliquei no primeiro link e digitei o nome o nome dele novamente e graças a Deus obtive resposta, já estava prestes a arremessar aquele computador na parede. Haviam dois endereços, um deles tinha que ser o que eu buscava.

Retirei o notebook do meu colo, o deixando no canto do sofá junto com a foto e a parte da carta. Levantei ambos os braços para esticar a coluna e revirei os olhos ao sentir o cheiro da lama seca e o suor devido ao que havia acontecido na noite anterior. — Um banho pra ontem. — Sussurrei e peguei as peças de roupa que havia trago juntamente com uma toalha e corri para o banheiro. Joguei minhas roupas pelo caminho e já entrei no banheiro nua, a ansiedade era algo que me possuía. Deixei as roupas por cima da pia e entrei no box. Levei uma das minhas mãos até o registro e o girei, já estava debaixo do chuveiro, só no aguardo da água cair. Assim que ela o fez soltei um grito médio ao sentir a água fria bater na minha pele. — Meu Deus! — Murmurei tremendo, mas não havia tempo de sair dali, pegar água em um balde e esquenta-la no fogão. Na verdade eu nem sabia se ainda havia gás naquele bujão. Fechei os olhos e me meti naquela água fria. Deixei que caísse por entre meus cabelos e comecei a me ensaboar. Tudo fazia parte do meu psicológico, se eu pensasse em outra coisa talvez pudesse esquecer a sensação da água fria.

Agora eu estava terminando de pentear meus cabelos ruivos. Trajava uma calça jeans mais puxada para o preto, botas de salto baixo, uma blusa de alça escura e uma jaqueta preta. Ao terminar baguncei um pouco meus cabelos, não gostava de deixa-los muito arrumadinhos. As ondulações começaram a se formar nas pontas, deixei que parte dele caísse sobre meus ombros e as outras em minhas costas. Voltei para a sala e peguei a arma que estava por cima da mesa, verifiquei se estava carregada e a coloquei por entre minhas vestes, juntamente com uma adaga que também tratei de esconder. Me aproximei do sofá e peguei a foto junto com a o pedaço da carta. Peguei uma caneta que estava jogada pelo chão e escrevi o endereço em um papel avulso. Guardei tudo no bolso da minha jaqueta e no outro coloquei meu celular. Peguei as chaves do carro e da casa que estavam por cima do móvel e sai da casa. Tranquei a porta e coloquei a chave no mesmo bolso que havia colocado meu celular. Parei ao lado do carro dando uma última olhada a minha volta e o adentrei. Coloquei a chave na ignição e a girei, soltei o freio de mão e dei a ré. Assim que consegui colocar o carro na estrada comecei a dirigir até o primeiro endereço. [...]

Estacionei o carro dois quarteirões antes da casa e percorri o caminho restante a pé. A casa era grande, grande até demais para uma pessoa morar sozinha. Afundei meu dedo na campainha e um barulho irritante inundou meus ouvidos. — Ah, vamos.. — Sussurrei apertando a campainha novamente e revirei meus olhos ao ver que ninguém viria me atender. Dei um passo a frente, na tentativa de enxergar através da pequena janela que havia acima da porta e acabei pisando em algo. Haviam correspondências espalhadas pelo chão, algumas estavam endereçadas para Erik Krauss. Virei o envelope e revirei os olhos ao ver a data, eram de dois anos atrás. Menina, ninguém mora ai a um bom tempo.— Me virei ao escutar a voz e me deparei com um homem. Já deveria ter seus sessenta e poucos anos, seus cabelos prateados formavam um penteada um tanto engraçado. Suspirei desapontada por ele confirmar um fato que eu me negava a aceitar. — Obrigada. — Forcei um meio sorriso para ele e fui me afastando da casa. Ao chegar na esquina dei uma última olhada e bufei, retornando para o carro e indo rumo ao segundo e último endereço que me restava.

O sol já havia se escondido e a noite caia linda e bela, a escuridão predominava na maioria das ruas daquele bairro. Algumas ainda possuíam um ou outro ponto de luz, mas nada que pudesse ser muito útil, só me restava confiar nos faróis do meu carro. Não era nada comparado com a parte da cidade que fui mais cedo, por ali tudo parecia que havia sido esquecido. As pessoas andavam desmotivadas, dava para perceber isso pelas expressões faciais e o modo de andar. Estacionei meu carro perto de uma lojinha de vinis antiga. Abri a porta e sai do carro, fechei a mesma, trancando-a e atravessei a rua, me aproximando do prédio. Haviam alguns rapazes fumando, mas não eram simples cigarros, o cheiro era mais forte. Me dirigiram um olhar curioso e ao mesmo tempo indiferente e tornaram a voltar suas atenções para o cigarro. Me mantive séria enquanto subia os degraus, tentei prender um pouco da respiração, aquile cheiro não era muito agradável. Suspirei ao passar pela porta que deveria pertencer a recepção, mas parecia mais um hotel abandonado daqueles filmes de terror. Retirei o papel com o endereço do bolso e tentei ler a numeração do apartamento, mas a luz não ajudava muito. Tudo ali parecia que estava prestes a cair aos pedaços. Andei até a porta do elevador e apertei o botão, mas a luz não acendeu. — Tomara que não more no último andar. — Respirei fundo e segui até as escadas. Aquela luz falha já estava começando a incomodar meus olhos.

—21, 22, 23... é, parece ser aqui. — Ergui uma de minhas sobrancelhas ao observar o lugar. A porta dele parecia ser diferente das demais, por mais que a pintura fosse semelhante eu tinha certeza que havia algo a mais ali. Meus olhos finalmente não precisavam ficar semi-serrados, a luz ali parecia ser constante, diferente de todo o caminho que havia percorrido. Levei uma das minhas mãos até a campainha e apertei o botão, mas não escutei nenhum barulho. Apertei uma segunda vez e realmente ela não funcionava. Cerrei minha mão e bati com ela em punho na porta, três batidas. — Tem que ser aqui, vamos.. — Murmurei e bati mais duas vezes. Coloquei para trás da orelha as mechas rebeldes que caiam sobre meu rosto e olhei a minha volta. Queria ter certeza de que estava sozinha naquele corredor e tornei a encarar a porta, estava disposta a bater mais uma vez.

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Re: [RP FECHADA] A Familiar Face / 26/05/2016

Mensagem por Erik Krauss em Qui Maio 26, 2016 7:56 pm

The only thing that's
worse than one is none.
Para Erik, um ano era composto com 362 dias e três infernos. Dia vinte e cinco de Maio era um desses infernos. O caçador foi vencido pelo sono e o cansaço durante a madrugada, acordando às duas horas da tarde do dia seguinte. Estava sentado no chão com as costas apoiadas na cama, sentindo uma dor muscular na base coluna. A cabeça parecia latejar e havia um gosto amargo na boca, os olhos estavam sensíveis, fazendo cada pequeno feixe de luz parecia um holofote ligado. A televisão estava ligada em um canal de desenhos infantis e no volume baixo. Latas de Sierra Nevada estavam amassada e jogadas no chão, vazias, o que explicava o mal-estar do homem.

Respirou fundo e olhou para a própria mão direita, que segurava uma foto a qual não se permitiu olhar, simplesmente girando o corpo com certa dificuldade, levando a mão esquerda até o vão entre o colchão e a cama, erguendo o mais leve e colocando a foto embaixo do colchão cuidadosamente. Em seguida, apoiou as duas mãos no chão e se levantou, ignorando a dor nas costas causada pela noite mal-dormida, olhando em volta para o pequeno apartamento de um cômodo só. A geladeira estava entreaberta e estava apitando um som irritante, provavelmente tinha esquecido de fechá-la quando pegou as latas de cerveja.

Olhou para o celular quebrado no chão, levando a mão destra até a testa com certa velocidade, fazendo um estalo ao se chocarem. O celular havia sido quebrado na noite passada em um surto de raiva. O dia vinte e cinco de Maio era para Erik o que a lua cheia era para os lobisomens. Mas o dia havia passado e o homem ainda não havia melhorado de humor. "Seis anos", pensou com amargura enquanto os olhos percorriam o pequeno apartamento pensando na limpeza que teria que fazer.

Desligou a televisão e logo começou a limpar o apartamento, recolhendo os papeis de chocolate e as latas vazias de cerveja, colocando o celular quebrado em cima do balcão da cozinha mas não sem antes analisar bem o estrago que havia sido feito. "Ainda dá para atender chamadas", concluiu o caçador revirando os olhos.




Após a limpeza, Erik ouviu o estômago roncar, então percebeu que havia passado o dia todo sem se alimentar. Não que fosse muito tempo, mas mesmo assim sentia fome. Lembrou-se de uma massa congelada que havia comprado e estava em seu freezer, mas quando pensou em abrir a geladeira, ouviu o celular vibrar. O olhar pairou até o objeto serenamente, não havia como identificar uma vez que a tela estava quebrada. Pegou o objeto e o atendeu.

- Quem fala? - Perguntou diretamente.
- Erik? Senhor Krauss? Sou eu, Martha, da casa da esquina. - Apresentou-se a voz do outro lado da linha, uma voz rouca e fina.
- Ah. Senhora Evans, perdoe meu tom rude, dia difícil no escritório - Mentiu, recostando as costas na geladeira - Aconteceu algo?
- Lembra do que me pediu? De te avisar quando alguém aparecesse na porta da sua casa? Ontem uma garota bateu lá, o meu marido me disse.

Silêncio. Erik tensionou o maxilar enquanto recapitulava seus dias, tentando se lembrar de alguma garota que poderia ter conhecido no passado. Pensou na humana que havia escoltado, mas não lembrava de ter falado seu verdadeiro nome. Respirou fundo e perguntou:

- Ruiva?
- Morena.
- Ah. - Caminhou até a cama, sentando-se calmamente - Muito obrigado, senhora Evans. Se outra pessoa me aparecer me avise.
- Como quiser, querido - Disse a idosa - E quando você virá para nós fazermos um jantar, como nos velhos tempos? Sei que deve ser muito difícil para você agora que...
- Em breve, Martha. Quarta. Pode ser? - Interrompeu o homem usando um tom mais firme. Após a idosa concordar, Erik sorriu - Certo, então até quarta.

E desligou o telefone. Havia preocupação no olhar de Erik. Cerrou os dentes e andou até as gavetas do raque da "sala" e pegou sua M9 semi-automática. Verificou se estava carregada e então sentou-se novamente na cama, pistola em mãos e o olhar vidrado na porta. Primeiro pensou que poderia ser a garota da festa PanDEMONium, aquela garota encantadora e frágil não seria capaz de fazer mal a ele, então os pensamentos foram para suas vítimas do passado, algum parente de alguma criatura qual matou.

Por isso vivia no prédio quase abandonado: aluguel baixíssimo, se houvesse um assassinato ali ninguém se importaria. Enquanto esperava a possível visita chegar, colocou seu moletom preto e ligou a televisão em um volume mínimo. Um caçador sempre precisava ficar atento e certo de sua segurança, se fazia muitos inimigos com esse estilo de vida. E alguns inimigos que poderiam matar com um estalo de dedos, literalmente. Por isso o volume mínimo. Se atentava aos sons do outro lado da porta que dava para o corredor do prédio.

Passando algum tempo, ouviu passos. Deixou a televisão no mudo e se levantou da cama lentamente, com a pistola apontada para a porta. Ouviu três batidas. O coração se acelerou. Em seguida mais duas. Já estava bem próximo da porta, então encostou o cano da arma na altura de onde seria a cabeça da pessoa e girou a maçaneta, deixando a porta entreaberta, espiando apenas com metade do rosto e vendo uma garota baixa de cabelos castanhos. Já havia a visto em algum lugar, mas não se recordava onde. Ainda por precaução, manteve a arma escondida atrás da porta mirando para a garota. Os olhos a analisaram mais uma vez. Sim, com certeza a conhecia de algum lugar.

- Quem é você? - Questionou em um tom ríspido.
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Re: [RP FECHADA] A Familiar Face / 26/05/2016

Mensagem por Hazel Calizaire Ziegler em Qui Maio 26, 2016 10:28 pm


Family?

Eu pretendi bater novamente na porta, iria esmurra-la se fosse preciso. Aquela era a única tentativa que me restara e ele tinha que morar ali, tinha que está vivo, tinha que saber alguma coisa da minha família. Desviei meu olhar por alguns segundos ao ver um rapaz passar pelo corredor e permaneci cautelosa. O segui pelo canto dos meus olhos até perde-lo por instantes quando passava por trás de mim e logo seguiu pelo corredor, adentrando uma porta que havia no fim do mesmo. Suspirei aliviada e ergui a mão para bater na porta novamente, mas em surpresa vi a maçaneta se mexer. O modo que ele reagiu com a minha presença só confirmara que não deveria esperar nada de bom vir daquele lugar. Senti meu coração bater um pouco mais forte, ele é a primeira pista concreta que tenho depois de anos. Ele tinha que ser Erik Krauss.

Me contive para não revirar os olhos ao ouvir o tom ríspido presente em sua voz, não era de se esperar outra coisa. Guiei uma das mãos com cautela até o bolso, nada de movimentos bruscos. Sabia parte do histórico da minha família e só pela maneira como havia reagido, bom, não duvido nada de que pudesse estar portando uma arma. Retirei a foto do bolso e passei pelo espaço que ele havia aberto da porta. —Reconhece alguém? — Se ele fosse quem eu procurava não precisaria me apresentar, na foto ele já possuía idade o suficiente para se recordar das coisas e agora não devia ter mais dos seus trinta anos. — Erik Krauss? — Murmurei como quem quisesse que ele dissesse que era o tal homem. Meneei minha cabeça para as escadas ao ouvir um falatório e revirei meus olhos. — Vai me deixar entrar ou vou ter que ir embora? — A impaciência já começara a aparecer. Queria palavras e ele só me dera olhares desconfiados, odeio o silêncio. Vivi nele durante anos, se quisesse permanecer com ele não viria procura-lo.

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Re: [RP FECHADA] A Familiar Face / 26/05/2016

Mensagem por Erik Krauss em Dom Maio 29, 2016 10:00 pm

Promise me a place
in the house of memories.
Os olhos de Erik não desviavam da estranha, esperando uma pequena e qualquer ação hostil para apertar o gatilho. Sabia que a conhecia de algum lugar, mas não conseguia se lembrar de onde. Talvez havia estudado com ela algum tempo atrás, mas ela parecia jovem demais para ter essa relação.

O olhar seguia a mão da garota enquanto esta rumava em direção ao bolso, tirando de lá uma foto envelhecida pelo tempo e passando-a pelo espaço da porta entreaberta. O homem levou a mão até a fotografia, ainda com os olhos fixos nos da garota, com desconfiança. Então desviou o olhar para a fotografia por um instante, voltando a encarar a garota em seguida.

Estreitou os olhos e franziu o cenho, como se estivesse confuso, voltando a olhar para a imagem e dessa vez analisando bem o que via, quase sem acreditar. Agora sabia quem era a garota. Era dali que reconhecia o rosto da garota. Era da família, muito nova para ser sua irmã que estava morta, então tudo indicava que ela era a sua sobrinha. Percebeu certo desconforto da garota ao ouvir vozes nas escadas, então balançou a cabeça em negação.

Não podia acreditar que aquela garota era a sua pequena sobrinha que havia visto pela última vez quase quinze anos atrás. A olhava agora com lágrimas se formando no canto dos olhos, deixando os lábios entreabertos sem saber o que falar, apenas apreciando o rosto familiar da garota. Usou o polegar para travar novamente a arma e abrindo a porta e saindo da frente da garota para deixá-la entrar.

- Fique tranquila, eles tem medo daqui. - Disse se referindo às pessoas do prédio. Queria chamá-la pelo nome, mas não se lembrava e isso o envergonhava muito, mas Erik era apenas uma criança quando a pequena havia ido morar com a avó dela. Não sabia o que fazer ou como reagir, então após a garota adentrar o apartamento, fechou a porta, trancando-a e caminhando até o balcão da cozinha para deixar a arma ali. Após isso avançou até a garota, a envolvendo com os braços e a abraçando com força mas também com cuidado para não machucá-la. - Eu não estou mais sozinho... - Disse em um sussurro, então pigarreou e disse em um tom mais controlado. - Quer dizer... Você não está mais sozinha, Haydel...
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