[RP Fechada] - Haunting Me // 30.05.2016

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[RP Fechada] - Haunting Me // 30.05.2016

Mensagem por Raven Weingentart em Seg Maio 30, 2016 11:25 pm

— Haunting Me
A postagem é iniciada por Raven Weingentart e Wolfgang Böhme. Estando então, fechada para os demais. Passando-se esta em 28.5, às 9:47 PM, Beanery Barney. O conteúdo é livre. A postagem está em andamento.
— exilium rpg
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Raven Weingentart
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Re: [RP Fechada] - Haunting Me // 30.05.2016

Mensagem por Raven Weingentart em Qua Jun 01, 2016 1:18 am

i'm breaking out


It's bugging me, grating me And twisting me around Yeah I'm endlessly caving in And turning inside out 'cause I want it now I want it now Give me your heart and your soul And I'm breaking out I'm breaking out Last chance to lose control It's holding me, morphing me And forcing me to strive To be endlessly cold within And dreaming I'm alive 'cause I want it now I want it now Give me your heart and your soul And I'm not breaking down I'm breaking out Last chance to lose control



Cresci ouvindo inúmeras versões de como o mundo surgiu, de como as raças surgiram, porque se escondem e o porque de algumas serem consideradas melhores. Milhares de desculpas e contos de “ai, anjos e demônios não podem habitar o mesmo lugar”, “demônios são a escória do mundo por isso estão onde estão”, “anjos são os seres mais supremos e incríveis do mundo” - por favor, sinta a ironia do supremos -, “nós, demônios, não podemos jamais entrar no céu”. Ok, essa parte até pode estar certa, mas na real? Lá é um marasmo de tédio. Mas conforme fui vivendo, descobri que essas coisas não passam de besteiras inventadas. Tanto que, hoje em dia, transitamos livremente em meio aos humanos, alguns sabendo e outros não de nós. Anjos e demônios tem filhos. Anjos já não são uma raça exaltada. E nós, demônios, somos os melhores. Eu tenho certeza disso. Afinal, sou filha do próprio Demônio.

Os olhos da garota se levantaram do caderno por um instante, antes de encarar o lugar. A morena amava passar seu tempo em cima de prédios. Quanto mais alto, melhor. Retirou o cigarro da boca, soltando a fumaça que estava em seus pulmões lentamente. Olhou em direção ao céu, e em um movimento sutil, direcionou o dedo do meio para lá. Raven achava os celestes tão estúpidos. Fechou o caderno, e o guardou dentro da bolsa que carregava. Puxou o celular da bolsa e encarou a tela. 8:43 PM. Estava quase na hora.

8:59 PM

Seus olhos estavam fixos no longo cabelo negro da garota a sua frente. Ela era o que faltava. Ravenna amava brincar com pessoas, especialmente, humanos. Gostava que soubesse que não estavam sozinhos, mas o toque especial era: eles nunca a viam por perto. A morena fechou os olhos enquanto inalava o cheiro da garota. Humanos tinham seu cheiro característico. Mas o da garota chegava a deixá-la levemente atordoada.

Sasha…— Sussurrava, perto ao corpo da jovem. — Não se assunte, Sasha.

A voz da garota podia ser ouvida apenas por Sasha, cada palavra, ecoava, dentro da mente da morena. Seus olhos procuravam em torno de si a origem da mesma, mas ela não conseguia ver a dona. Raven passara alguns dias seguindo Sasha, seu jeito – para uma humana – a deixava bem intrigada. Seria uma pena matá-la mas era necessário. Ela precisava de uma boa oferenda. E a alma de Sasha, estaria pra toda eternidade presa a ela. Esboçou um pequeno sorriso, ao ver os olhos da garota procurando a sua volta mais uma vez. Puxou de dentro da bolsa, uma pequena adaga, totalmente preta, com pequenas marcas vermelhos, que se assemelhavam a fogo: uma adaga do inferno.
Direcionou a mesma ao coração da jovem, enquanto ainda a seguia.

Omari tessala marax, tessala dodi phornepax… — As palavras do ritual saiam baixas e precisas. Da mesma forma que antes, as palavras ecoavam sem cessar na mente de Sasha. —  Amri radara poliax armana piliu… — Os passos da garota cessaram instantaneamente. E Raven, posicionou a adaga a milímetros da pele. — Amri radara poliax son! — Disse firme empurrando o objeto em direção ao coração. Uma imensidão branca cobriu os olhos da Ravenna, fazendo-a ser lançada para longe da garota.

[…]

Os olhos da morena se abriram, podia sentir o concreto frio contra a pele. Encarou o local por poucos segundos, ela já não estava mais no lugar de antes. Ergueu o tronco do chão rapidamente, pondo-se a procura da adaga. A lâmina preta, brilhava longe de seu corpo. Ela não sabia se havia conseguido completar o ritual. Cambaleou, momentaneamente, antes de levantar por completo do chão e seguir em direção à adaga. “Por favor, completo. Por favor, completo.” Raven repetia para si mesma enquanto caminhava. Seus olhos, então, encararam a lâmina.

Limpa.

Uma corrente de calor percorreu o corpo da demônia no mesmo instante. Não era nada além de ira. Os olhos da garota escureciam-se. Tomou a adaga para si, levando-a em direção ao rosto, e a cheirou. Nenhuma gota de sangue, nenhum cheiro de Sasha, apenas um cheiro muito, mas muito familiar. O cheiro celeste era mais fraco que o comum, assim como a luz que a lançara para longe da garota. Não era um celeste puro. O cheiro familiar de demônio era fácil de se notal. Raven mordeu com força os lábios. E ela sabia exatamente a quem pertencia. Wolfgang.

“Me encontre no Beanery Barney em meia hora, se não quiser morrer, seu bastardo, nojento. Beijinhos, sua futura assassina <3”


perdão por essa grande merdinha -q
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Re: [RP Fechada] - Haunting Me // 30.05.2016

Mensagem por Wolfgang Böhme em Qua Jun 01, 2016 5:28 am



Solilóquio

Quando o brilho ofuscante, enfim, foi consumido pela penumbra usual do local, o corpo de Ravenna jazia, retesado, na outra extremidade do recinto. Os músculos do demônio, vez ou outra, sofriam ligeiros espasmos, e uma parte de seu braço direito adquirira uma coloração púrpura, devido ao contato direto com a luz celestial. O quarto, por sua vez, estava silencioso. Nem mesmo os passos do bastardo ou a presença da criatura demoníaca emitiam sequer um ruído. Nada.

Caminhou até a janela e afastou as cortinas com os dedos, deixando a luminosidade doentia da cidade adentrar o lugar. O facho de luz fria de um helicóptero que sobrevoava a metrópole resvalou sobre ele, mas não se deteve por mais de um instante.

— Ela está morta? — Indagou a humana, num sussurro, enquanto analisava clinicamente a criatura estirada sobre o chão. Wolfgang respirou fundo, deixando o odor pútrido de carne demoníaca cauterizada invadir suas narinas e inebriar seus sentidos e retirou a mão da cortina. — Oh, não, minha querida. — Ele respondeu. — Infelizmente, não. Eu e ela ainda temos negócios a tratar. — Então aproximou-se de Sasha. O semblante da menina, como de praxe, não esboçava qualquer emoção ou empatia, bem como o de Wolfgang. Ele encostou a sola de seu sapato no torso de Ravenna e vascolejou o corpo delicadamente num movimento de vai-e-vem. — Ravenna, Ravenna… Sempre tão indiscreta. — Ele dirigiu-se, dessa vez, diretamente à criatura inconsciente. — Quase uma semana esperando o ensejo para fisgar minha protegida e, nem assim, conseguiu fazer um serviço bem feito ou perceber que estava sendo vigiada. Tsc. — Então voltou-se para a humana e sorriu. Um sorriso demasiado cândido para um bastardo. — E você, Sasha, foi magnífica. Quase me fez acreditar que estava realmente com medo. Da próxima vez, será você quem ficará com a parte divertida, eu prometo.

.
.
.

Wolfgang sabia, desde o princípio, que receberia mensagens raivosas de Ravenna assim que a mulher retomasse a consciência. Sabia, também, que ela exigiria uma reunião num momento que fosse conveniente unicamente à própria agenda e, por mais que o bastardo não tivesse nenhum compromisso durante o horário estipulado por ela, ele fez questão de chegar ao estabelecimento cerca de 2 horas atrasado, apenas pelo prazer de fazê-la esperar.

— Ora, ora, se não é Ravenna Weingentart! — Exclamou o rapaz, com júbilo dissimulado, assim que chegou à mesa mais distante do aglomerado de humanos. O tom de sua voz era o mesmo que utilizaria ao reencontrar um velho amigo - se tivesse algum - ou conhecido de longa data. Beijou-lhe a maçã do rosto e, visto que, obviamente, a recepção calorosa não fora recíproca, sentou-se à mesa sem esperar por um abraço. — A que devo a honra desse encontro? — Ele indagou, fazendo-se de desentendido. — E, se me permite a indiscrição, eu sinceramente não entendo por que você marcou um encontro nesse… Lugar. Não temos necessidade de comer e  presumo que a presença de humanos me desagrada tanto quanto a você. — Apontou o moreno, erguendo as sobrancelhas e encarando a outra com os olhos verdes penetrantes. — Você vai pedir alguma coisa para disfarçar ou vai dizer ao garçom que somos criaturas do inferno?

I never watch the stars, there's so much down here. So I just try to keep up with the red, orange, yellow flicker beat.



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Re: [RP Fechada] - Haunting Me // 30.05.2016

Mensagem por Raven Weingentart em Sex Jun 03, 2016 9:34 pm

i'm breaking out


It's bugging me, grating me And twisting me around Yeah I'm endlessly caving in And turning inside out 'cause I want it now I want it now Give me your heart and your soul And I'm breaking out I'm breaking out Last chance to lose control It's holding me, morphing me And forcing me to strive To be endlessly cold within And dreaming I'm alive 'cause I want it now I want it now Give me your heart and your soul And I'm not breaking down I'm breaking out Last chance to lose control




A cabeça da morena ainda latejava um pouco. Existia apenas uma coisa que Raven detestava mais que humanos: anjos ou qualquer ser que tivesse alguma parte angelical. O mito de superioridade deixava-os insuportáveis. Além dos efeitos que poderiam causar sobre ela. Demônios nunca se davam bem com luz, porém, algumas não faziam nem efeito, enquanto outras eram capaz de deixá-la com uma sensação que se assemelhava a uma ressaca extremamente forte. Mas por sorte, a criatura que havia lhe cruzado o caminho, não era um anjo puro. O que a fez acordar e recuperar-se quase cem por cento pouco depois de acordada. Recolheu alguns dos próprios objetos que haviam caído da bolsa, pendurando-a sobre o ombro direito. Andou alguns passos até um vidro onde podia ver o próprio reflexo. Encarou-se ali por pouco tempo, ajeitando o cabelo e limpando a pequena marca de sangue negro que estava ao lado dos lábios. Respirou fundo e então projetou-se para a porta do local onde havia marcado o encontro. Adentrou o local passando direto por todos, sentando-se na mesa mais distante possível das criaturas.

Raven respirava fundo para controlar-se ao máximo. Já não bastava a vontade incessante de voar na garganta de Wolfgang pelo ocorrido mais cedo, o rapaz, ainda ousava atrasar-se. Duas horas. Ora, ora, se não é Ravenna Weingentart. A garota conhecia muito bem a voz irritante, que acabara de quebrar o silêncio.

Ora, ora, se não é o bastardinho mais irritante que existe. — Levou o olhar diretamente ao rosto do rapaz enquanto respondia, ríspida. — Honra? Você? Não seja tão iludido, meu querido… — O rosto de Ravenna permanecia sem expressão alguma. Puxou para si, a carteira de cigarros que havia deixado antes sobre a mesa, tomando um e conduzindo até a boca, segurando-o entre os dentes, tombando o corpo suavemente para a frente. — Por acaso você tem um isqueiro ai, não? —Tocou a face, como se pensasse no que responderia ao rapaz. Retirou o cigarro da boca, segurando entre os dedos. — Por que eu escolheria um lugar cheio de humanos desprezíveis? Nós temos duas opções. Opção A: Aqui existe um grande número de possíveis testemunhas, caso alguém resolva dar um chilique, e eu precisar me desculpar por matar alguém. E claro, eles vão me apoiar. Sabe o porque, Böhme? Porque é proibido falar ou demonstrar qualquer coisa do “nosso mundo” na frente de humanos que não são acostumados com a gente. — Raspou a garganta o olhando diretamente nos olhos. — Opção B: Minha opção favorita, é claro: se eu explodir esse lugar, você não vai poder bancar o anjo da guarda e salvar todos por aqui. — Inclinou o corpo para frente, tombando-se levemente sobre a mesa, esboçando um sorriso sínico nos lábios. — Ou só se importa com a garota? — Recostou-se na cadeira, mordendo o lábio inferior. Desviou o olhar do rosto do moreno, pela primeira vez desde que chegara à mesa, até o garçom que não estava muito distante. Ergueu uma das mãos, sinalizando para que este viesse até a mesa. — Comer? Oh, não. Vamos beber para comemorar. Uma garrafa de whisky e dois copos. — Voltou a olhar o moreno sentado à sua frente, analisando cada traço da feição do mesmo, esboçando um pequeno sorriso. — Vamos, Wolf! Me conte, onde conheceu minha Sasha?


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Re: [RP Fechada] - Haunting Me // 30.05.2016

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